Movimento Responsabilidade de Peso

Campanha procura conscientizar agentes da construção civil quanto a importância do respeito ao limite de carga no transporte de agregados e subprodutos.

Transportar cargas acima dos limites estabelecidos pode causar vários prejuízos não só aos motoristas envolvidos neste tipo de prática, mas também para as empresas que os empregam e ao Estado. Dentre os principais danos estão o aumento do risco de acidentes, a diminuição da durabilidade do pavimento, a disseminação da concorrência desleal e a sonegação fiscal.

Pensando em evitar estes problemas e estimular um transporte de cargas mais seguro e alinhado aos princípios expressos na legislação brasileira, o Sindicato da Indústria de Mineração de Pedra Britada do Estado de São Paulo (Sindipedras), o Sindicato das Indústrias de Mineração de Areia do Estado de São Paulo (Sindiareia), a Associação Paulista das Empresas Produtoras de Agregados para Construção (Apepac) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criaram o Movimento Responsabilidade de Peso.

Segundo o superintendente do Grupo MBL, Jerri Alves, a campanha já ganhou vários adeptos em São Paulo e vem conquistando grande espaço em Minas Gerais e em vários outros estados brasileiros.

“O propósito dessa iniciativa é o de mobilizar e engajar produtores, transportadores, clientes, consumidores de brita e o setor público em uma ação de responsabilidade social, que se efetivará por meio da realização de uma condução adequada e adaptada às normas e leis vigentes. Para tornar as estradas menos perigosas e mais organizadas, o projeto incentivará uma conduta mais respeitosa e honesta entre os motoristas de veículos de grande porte e os conscientizará sobre a importância de compreender o espaço dos demais usuários das rodovias e obedecer aos limites de peso das cargas em translado”, explica.

Para colocar as ações do movimento em prática, Jerri afirma que cada participante do processo de transporte de cargas deve assumir uma responsabilidade. “Os produtores devem fazer um controle minucioso do peso das cargas que serão conduzidas. Para isso ele necessitará de equipamentos de precisão e do auxílio de profissionais qualificados no embarque de produtos. Em cada uma das viagens, eles também deverão emitir e incluir selos de “certificação de peso” nas notas fiscais dos materiais que serão entregues. Esse tipo de inspeção garantirá maior segurança, durabilidade de pavimento e o desenvolvimento de uma concorrência mais justa”, ressalta.

Aos clientes caberá a função de observar, verificar e expor a existência de eventuais irregularidades em contratos, atendimento ou intermediação de pedidos. “Para ter um comportamento ético, os transportadores autônomos e as empresas de logística devem se comprometer a não adicionar cargas de outras origens durante o percurso. Dessa forma, o peso máximo previsto em lei será respeitado. Essa atitude ainda impedirá a geração de danos a arrecadação fiscal. É preciso lembrar que a conservação e manutenção dos veículos também são essenciais para a segurança do transporte”, destaca.

Por fim, Jerri ressalta que o Sindipedras disponibiliza materiais para a adesão ao movimento no site www.sindipedras.apepac.org.br/movimento. Entre os elementos estão os selos para notas fiscais, adesivos para caminhões, placas para expedição e entre outros informativos para produtores, clientes e transportadores.

Fonte: https://www.segs.com.br/saude/284555-movimento-responsabilidade-de-peso

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